Moçambique poupa mais de 45 milhões com desativação de funcionários "fantasmas"


Moçambique poupou cerca de três mil milhões de meticais equivalente a 45 milhões de euros em salários retirados de falsos funcionários, durante os últimos quatro anos, revelou a ministra da Administração Estatal e Função Pública.
Carmelita Namashulua, que citada hoje pelo diário Notícias, revelou afirmando que 41 mil funcionários "fantasmas" foram desativados da Função Pública, entre os anos 2015 e 2019.
Isso foi possível devido a recurso a dados biométricos que permitiu apurar mais de 336 mil funcionários e agentes do Estado ativos e 41 mil falsos, afirmou Carmelita Namashulua.
A ministra  assinalou que as verbas que o Estado poupou com a descoberta de falsos funcionários foram enviadas para a melhoria da prestação de serviços públicos e incremento dos benefícios ao pessoal.
"São valores que iam em mãos alheias e estamos a tentar trancar as torneiras dos desvios", explicou, acrescentado que o Governo foi implacável no método da prova de vida.
O Governo de Moçambique atribuiu ainda cartão de identificação aos funcionários do Estado por forma a eliminar estes desvios que vinha acontecendo com frequência

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