Bernardino Rafael reforça tese que há recrutamento de jovens em Nampula para Cabo Delgado


O comandante-geral da PRM diz que as Forças de Defesa e Segurança estão atentas ao suposto recrutamento de jovens em Nampula para alinharem nas fileiras dos terroristas em Cabo Delgado e apela à comunidade para colaborar e desencorajar esse fenómeno. Ano passado, avançou, foram interceptados 250 jovens que tinham sido aliciados pelos criminosos.
A informação que chega ao grande público é escassa, mas as autoridades policiais e governamentais acreditam que a província de Nampula é um dos pontos de recrutamento de jovens para engrossarem as fileiras dos grupos terroristas que actuam em alguns distritos da província de Cabo Delgado. Há sensivelmente duas semanas, 36 jovens formam apresentado publicamente como tendo sido interceptados a caminho de Cabo Delgado.
Esta terça-feira, o comandante-geral da Polícia dirigiu um encontro entre a Polícia e as lideranças comunitárias da cidade de Nampula, que tinha como objectivo central abordar a questão da segurança e encontrar soluções para o problema da criminalidade. A situação dos ataques armados na vizinha província de Cabo Delgado mereceu particular destaque.
“Estão a criar alteração da ordem e segurança públicas e só podemos terminar quando a juventude e alguns homens que pensam em recrutar essa juventude pararem com isso.
Parando de aumentar o efectivo dos malfeitores, significa que vai reduzir a capacidade de atacarem as comunidades”, acredita Bernardino Rafael e faz um apelo às famílias e líderes comunitários para controlarem os movimentos dos jovens, de modos a não entrarem por caminhos sinuosos do crime.  
As zonas costeiras da província de Nampula, como Angoche, são consideradas pontos onde se registam mais casos do alegado recrutamento, onde as autoridades acreditam que os visados são aliciados com promessa de emprego na área de pesca ou de exploração de madeira.
Lembre-se que recentemente foi publicado um relatório internacional, falando de um grupo denominado Ansar al-Sunna, que opera em Cabo Delgado, com ligações aos grupos radicais da Tanzânia, Quénia, Somália e de outros países da região africana dos Grandes Lagos.

Fonte: O Pais

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