Prostitutas da China obrigadas a cobrar metade do preço por causa do coronavírus


O coronavírus está a deixar o mundo em alerta e, consequentemente, a provocar uma onda de discriminação dirigida aos chineses.

Prostitutas chinesas na Nova Zelândia revelam agora, ao NZ Herald, um jornal neozelandês, que estão a sofrer as consequências do novo vírus da China. Segundo relataram ao jornal, estas trabalhadoras tiveram de baixar o preço que cobravam para metade e, mesmo assim, têm falta de clientes.

Devido à discriminação de que estão a ser alvo, muitas estão ainda a optar por mudar de nacionalidade nos anúncios e cariz sexual online.

Uma das trabalhadoras que fala ao jornal em anonimato afirma que apesar de ser uma cidadã da Nova Zelândia que não volta à China há oito anos, os clientes não querem pagar pelos seus serviços.
"Não mencionei mais que sou chinesa e ofereço um grande desconto, mas os clientes evitam-nos como se fossemos o vírus", disse a profissional do sexo.

Outra mulher, Lisa Lewis, trabalhadora sexual na Nova Zelândia, disse que também se tem prevenido e tem examinado clientes para detetar possíveis sintomas do vírus da China. Usa ainda desinfetante para as mãos e obriga os clientes a tomar banho à sua frente. Outra regra para se proteger é não beijar os clientes.
Lewis mostra-se ainda solidária com as colegas que estão a ser discriminadas.

Fonte: Folha de Maputo

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