INSURGENTES DEIXAM DE LADO A COVID-19 E INTENSIFICAM A SITUAÇÃO EM CABO DELGADO


Muatide e Miteda, duas localidades do distrito de Muidumbe, foram ontem alvo de ataques de insurgentes, que desencadeiam uma série de ataques na província de Cabo Delgado desde Outubro de 2017.

Ao que o mediaFAX apurou, os insurgentes estão a caminho da vila de Mueda, distrito onde está situado o maior quartel das Forças Armadas na província de Cabo Delgado. Muidumbe e Mueda estão separados por apenas 41 km. Muatide e Miteda ficam na mesma estrada que dá acesso ao distrito de Mueda.
Recentemente, os insurgentes atacaram e ocuparam a vila de Mocímboa da Praia e sede distrital de Quissanga, sem oposição das Forças de Defesa e Segura (FDS).
Num vídeo posto a circular momentos após o ataque e tomada daquelas zonas em Muidumbe, os insurgentes explicam a população que defendem o islão e pretendem instalar “um governo de justiça social”.

Expressando-se em kimwani língua predominantemente falada no litoral de Pemba, Quissanga, Macomia, Ibo, Mocimboa da Praia e Palma, aquele que se supõe ser o líder do grupo, critica o governo por não defender os pobres, e de ser apenas justo para os ricos.
Segundos os locais, o sotaque do suposto líder do grupo que atacou Muidumbe é da Mocímboa da Praia. Apelou para que a população ficasse em casa, argumentando que “estamos a procura de militares”.

A reunião com a população foi realizada em Nchinga, aldeia onde nasceu a ex-ministra na presidência para os assuntos parlamentares, Isabel Nkavadeka, no distrito de Muidumbe. Os ataques que se fazem sentir na região de Cabo Delgado desde Outubro de 2017 provocaram a morte de cerca de 300 pessoas e milhares de deslocados, muitos deles fugiram para a cidade de Pemba, capital de Cabo Delgado.
Ontem na cidade de Pemba circulavam informações de que a cidade está na mira dos insurgentes e que um “ataque de grande envergadura” está iminente.

Publicar um comentário

2 Comentários