Renamo acusa FDS de assassinar cidadãos indefesos incluído seus membros

A segunda maior força politica no país, liderada pelo Ossufo Momade, acusa as Forças de Defesa e Segurança de assassinar cidadãos indefesos incluindo seus membros na província de Cabo Delgado. José Manteigas, acrescenta que a PRM tem estado a violar o Estado de Emergência na sua actuação.

O maior partido da oposição, chamou esta quinta-feira jornalistas para em conferência de imprensa denunciar a suposta violência e abusos das Forças de Defesa e Segurança contra cidadãos em quase todo o país, com destaque para assassinatos que se registam na província de Cabo Delgado.

Segundo o porta-voz da Renamo, José Manteigas, os assassinatos registaram-se nos dias 12 e 16 de Abril corrente.

“Uma embarcação transportando pessoas e mercadorias de Pemba para Ibo foi interceptada por elementos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique. Depois de um simulado interrogatório, arrastaram a embarcação para baixo da ponte cais e disparam contra todos os ocupantes o que causou a morte de vários concidadãos.

Na Ilha do Ibo, elementos das Forças Armadas de Defesa de Moçambique balearam os seus ocupantes que resultou na morte de dois, nomeadamente, Muemede Ali Mbaile e Bachir Muemede Cudeda. Deste acto macabro sobreviveu o proprietário e tripulante da embarcação, Amade Culanda”.

A Perdiz, acrescenta ainda que no distrito do Ibo, elementos das FADM dirigiram-se ao restaurante do cidadão Selemane Idi, onde expulsaram o guarda do estabelecimento, arrombaram a porta, consumiram bebidas alcoólicas e saquearam géneros alimentícios.


Manteigas manifestou a sua preocupação com a actuação da Policia da República de Moçambique.

“É ainda muito preocupante o modo de actuação da PRM um pouco por todo o país, neste período de quarentena, em obediência ao Estado de Emergência. Agentes desta corporação assassinam cidadãos indefesos à luz do dia, sem nenhuma razão plausível, como aconteceu a dias na cidade da Beira. Para além deste crime hediondo, a mesma Policia faz detenções pouco claras e curiosamente faz vista grossa à violação do Estado de Emergência”.

Diante destas situações a Renamo questiona, “Se a Policia mata, os militares matam e os insurgentes matam, quem vai os proteger? Triste e lamentavelmente, o Porta-voz da Policia oculta estes e outros actos criminosos que se assemelham aos dos insurgentes”.

O porta-voz da Renamo exorta o Comandante-chefe das Forças de Defesa e Segurança a agir no sentido de mandar parar os supostos assassinatos.

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